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Mulheres na Literatura em Destaque



Durante séculos obras escritas por mulheres encontravam diversas dificuldades para publicação. Muitas delas para conseguir divulgar para o mundo suas histórias eram obrigadas a se utilizar de pseudônimos masculinos, como foi o caso das irmãs Bronte, comentado em um post anterior.


Ao longo dos anos não foram poucas as mulheres que desbravaram caminhos para chegar ao que vemos nos dias atuais.

A verdade é que esta realidade somente começou a mudar nas últimas décadas, pelo menos no Brasil. Antes disso, pouco se abria espaços para livros publicados por autoras.

Escritoras como Clarice Lispector, Lygia Fagundes Teles, Cecília Meireles, Hilda Hilst, foram algumas que abriram caminhos no solo brasileiro. Para se ter ideia do quanto as escritoras tinham pouca visibilidade, a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, foi Raquel de Queiróz, em 1977, 80 anos após a fundação da instituição, que se proclamava tradicionalmente masculina.


Cabe ressaltar que este post não vem fomentar uma competição entre escritoras ou escritores, pois cada um tem seu valor e notoriedade. O que precisamos buscar, hoje e sempre, é a possibilidade de ambos terem as mesmas chances de se destacarem, seja por seu talento na escrita ou pela mensagem de suas obras, e não que sejam (des)classificados por seus gêneros (que neste caso não se refere ao literário).

Ao conhecer cada vez mais a trajetória das mulheres neste meio, fico agradecida por estar vivendo nesta época e poder ver os frutos, de tantas lutas, sendo alcançados. Prova disto são os livros de escritoras figurando entre os mais vendidos nesta semana nas listas da Veja e da Amazon.

Veja:

2º - O Conto da Aia – da canadense Margareth Atwood: A história distópica que se tornou best seller e foi reproduzida em séria pela Netflix obtém ainda a preferencia dos leitores mesmo após 35 anos de sua primeira publicação.

4ª - Emily Bronte - O Morro dos Ventos Uivantes – A história clássica de Catherine e Heathcliff em seu tórrido romance é imortal, assim como o amor destes conflituosos personagens.

5ª – O Duque e Eu da norte-americana Julia Quinn. – A escritora que tem se destacado com suas histórias de época, também ganhando reprodução para a telinha em breve é uma das escritoras deste gênero literário que despontou para ficar.

7º - Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – Taylor Jenkin Reid inovou ao escrever esta história da fictícia atriz hollywoodiana. Este livro já foi adotado no Mulheres na Literatura, este ano, e rendeu um bom debate.

Amazon:

1º - Mulheres que correm com os lobos – O incrível e instigante livro da psicóloga americana Clarissa Pinkola Estés merece este posto pela complexidade do tema que envolve o arquétipo da mulher em suas diversas camadas.

5º – O sol da Meia Noite, de Stefanie Meyer. A versão a la Edward de Crepúsculo ainda arranca suspiros dos fãs da saga publicada há mais de uma década.

7º - O Conto da Aia de Margareth Atwood – mais uma vez a Distopia da escritora canadense se destaca.

8º - Com o livro Pequeno manual antirracista a brasileira Djamila Ribeiro faz bonito nesta lista dos mais vendidos. Vale a pena conhecer a trajetória desta escritora que destaca na literatura e também faz diferença na vida de muitas mulheres com sua atuação politica social.

É ou não é uma lista para se aplaudir?

Se curtiu o post ou sentir vontade, comente!

Vamos adorar saber sua opinião.

Por Helena Andrade


Obs: os dados sobre os mais vendidos foram obtidos no dia 20/08/20 nos sites da Amazon e Veja.

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Por @helenaandrade 2019

Imagens: Wix and Pixabay